Desde o início do surto de Ebola na República Democrática do Congo, mais de 5 mil casos e 2.400 mortes foram confirmadas. Essa é a maior e mais mortal epidemia da doença já registrada no país.
Mais de 1.400 profissionais de Médicos Sem Fronteiras estão trabalhando para combater o Ebola na RDC, mas o vírus continua a se espalhar em um ritmo alarmante. Mais de 60% das mortes aconteceram longe das unidades de saúde, o que significa que os casos sequer chegam a ser detectados.
A RDC já enfrenta uma crise que envolve violência, conflitos armados e grandes deslocamentos de pessoas, o que dificulta o combate ao surto. Além disso, ainda não há tratamento ou vacina aprovados para esse vírus, o Bundibugyo.
Rio Ebola
O vírus foi identificado pela primeira vez em 1976, em dois surtos simultâneos: um em Nzara (no atual Sudão do Sul) e outro em Yambuku (na República Democrática do Congo), próximo ao rio Ebola, que deu nome à doença.
Desde então, a maioria dos surtos ocorreu em comunidades da África Central e Ocidental. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado aumentam significativamente as chances de sobrevivência.
A doença é causada por vírus do gênero Orthoebolavirus. Atualmente, são conhecidas seis espécies do vírus, sendo que algumas desencadeiam quadros muito mais graves em humanos.


