O ministro André Mendonça, criador da maior crise no STF, faz a lambança e depois pede ajuda aos “irmãos e irmãs”. Não teve coragem de assumir o que fez: apavorou-se e pediu arrego em rede nacional. Na verdade, não teve mérito para chamar para si a responsabilidade da quebra de sigilo. Vestido de azul — e com indícios de que estava de colete à prova de balas —, transformou-se, no fim das contas, no principal cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro. Tanto é que a campanha aproveitou a deixa e criou o slogan “Fora Lula, fora Moraes”, o que, na realidade, ressuscita a campanha de Jair Bolsonaro de 2022.
André Mendonça puxou ao padrinho ao se amedrontar com a repercussão de ter levantado o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens envolvendo Alexandre de Moraes, enviando o caso às pressas para julgamento no plenário do STF. Flávio foi o maior beneficiado. Sua campanha não tinha norte, ou seja, não apresentava um programa de Nação. Agora, tem narrativa de sobra para inflamar os bolsonaristas de plantão. Ao retomar os ataques a Moraes, Flávio ganha lenha para queimar, e o pior: sem apresentar qualquer objetivo em prol do Brasil e do povo que o apoia.
O 7 de setembro é o pontapé inicial, graças à lambança do ministro “terrivelmente evangélico”. Enquanto isso, pastores em marcha clamam do alto do púlpito “aleluia” a Flávio Bolsonaro. Detalhe: o Brasil é um Estado laico; portanto, essa mistura é ilegal, imoral e tendenciosa.


